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Boato da suspensão do Bolsa Família colocou milhares de pessoas na fila dos caixas eletrônicos no Rio
Em breve definição a palavra boato significa notícia, novidade que circula na boca do povo, sem origem conhecida que a autentique, ou seja, notícia falsa.
A Folha de São Paulo publicou matéria assinada por Sérgio Rangel apontando alvoroço popular por causa de boato espalhado da hipótese de suspensão de pagamentos do Bolsa Família. Foi o estopim para que milhares de pessoas beneficiárias do programa do governo federal se postassem em longas filas, desde a tarde de sábado (18), nas agências da Caixa Econômica Federal, principalmente no subúrbio do Rio e Baixada Fluminense em busca de sacar o dinheiro.
Evidentemente negado pelo governo e pela Caixa, a informação não chegou à maioria dos beneficiários que já estavam na porta das agências.
Para uns, a culpa era da visita do papa Francisco ao Rio, em julho. Para outros, era a realização da Copa das Confederações, no próximo mês. Em um trecho da reportagem, na página eletrônica da Folha de São Paulo é possível perceber como o boato espalhou rapidamente:
"Estão avisando na minha comunidade que o governo vai pagar os próximos três meses até o final do domingo [19] e cancelaria tudo. A minha vizinha, que já pegou o dinheiro dela, disse que o governo quer economizar dinheiro para conseguir fazer as festas para o papa", afirmou Janúbia Silva Alves, 29, moradora da Baixa do Sapateiro, uma das favelas que integra o Complexo da Maré, em Bonsucesso (zona norte do Rio). Com dois filhos, ela recebe R$ 134 do programa.
A gritaria teria sido generalizada, aponta a reportagem, quando por volta de 17 horas o dinheiro dos caixas eletrônicos acabou. As pessoas, no seu senso comum acreditam em quase tudo. O boato se sustentou por hipóteses como a realização da Copa das Confederações e, até a vinda do Papa. Houve agência da Caixa em que nada desfazia a crença que na haverá suspensão. Nem mesmo cartazes com inscrições informando que o benefício não seria suspenso tranquilizou o povo ou ajudou a diminuir a fila. Michele de 31 anos, mãe de três filhos expressou-se através de um jargão: "Quem vai acreditar em político aqui? Ela prometeu ficar até meia-noite na fila para receber seu dinheiro".
A reportagem completa pode ser lida clicando aqui.
Fonte: Folha de São Paulo


